CAMPANHA SALARIAL – Secretário afirma que não será possível alcançar o índice pleiteado, mas governo estuda reajuste

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A primeira reunião com o secretário da Segurança Pública, Mágino Alves Barbosa Filho, após a reunião com o governador Geraldo Alckmin (realizada no dia 16 de fevereiro), aconteceu na manhã do dia 18 de abril, com a presença do presidente da CERPM – Coordenadoria das Entidades Representativas dos Policiais Militares do Estado de São Paulo, Cabo Wilson Morais; representantes de entidades que compõem a Coordenadoria e o chefe de gabinete do Comando Geral, Cel PM Francisco Batista Leopoldo Júnior.

Durante a reunião, as entidades acompanharam um estudo sobre a arrecadação do Estado apresentado pelo assessor fiscal da Secretaria da Fazenda, André Luis Grotti Clemente, que apontou a receita do Estado 1,4% abaixo da previsão e queda de arrecadação de vários impostos (ICMS, IPVA etc.). “Este quadro não foi nada animador para as entidades, pois o aumento da receita do Estado foi a condição para o governo dar reajuste à categoria“, desabafa Cabo Wilson.

A Dra. Cláudia Romano também participou da reunião para falar sobre a Lei de Responsabilidade Fiscal, que impõe um limite prudencial ao Estado que, segundo afirmou André Grotti, o governo atingiu o teto em dezembro do ano passado no item “despesa de pessoal”. Se este índice for ultrapassado, o governo fica proibido de conceder qualquer aumento salarial, promover mudanças na carreira e fazer novas contratações de modo a alterar para cima essa despesa.

Mágino deixou claro que pelos resultados apresentados não será possível ao governo conceder o reajuste pleiteado – de 15% para este ano e 15% para 2018 – mas afirma que o governador reconhece a dificuldade da classe e que está sensível à situação dos policiais militares que estão há três anos sem reajuste. “Mas estamos trabalhando para ver se conseguiremos, daqui a algum tempo, promover uma reposição”, afirmou.

Os representantes das entidades apresentaram grande preocupação quanto a situação da tropa e concordaram em aguardar os resultados da arrecadação do Estado no próximo mês, quando estarão reunidos novamente com o secretário da Segurança, até a reunião de junho com o governador para uma definição oficial de um reajuste à categoria.

Participaram da reunião as seguintes entidades:
ACSPMESP – Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar do Estado de São Paulo
ADEPOM – Associação de Defesa dos Policiais Militares
AFAM – Associação Fundo de Auxílio Mútuo dos Policiais Militares
AIPOMESP – Associação dos Policiais Militares da Res., Ref., da Ativa e Pensionistas da Caixa Beneficente do Estado de São Paulo
AOMESP – Associação dos Oficiais Militares da Polícia Militar do Estado de São Paulo
AOPM – Associação dos Oficiais da Polícia Militar do Estado de São Paulo
APEMA – Associação dos Policiais Militares, Exército, Marinha e Aeronáutica do Brasil
APEMESP – Associação dos Policiais Militares Evangélicos do Estado de São Paulo
APMDFESP – Associação dos Policiais  Militares Deficientes Físicos do Estado de São Paulo
ASMPMESP – Associação de Socorros Mútuos dos Policiais Militares do Estado de São Paulo
ASPOMIL – Associação de Assistência Social dos Policiais Militares do Estado de São Paulo
ASSPM – Associação dos Subtenentes e Sargentos da Polícia Militar do Estado de São Paulo
Defenda PM – Associação dos Oficiais Militares do Estado de São Paulo em Defesa da Polícia Militar

Foto: Silvio Forato